Já foi com Cérvelo P3, ganhou com a Specialized Shiv e agora com essa Trek (que eu nem sei nem quero saber o nome) ela vai ganhar de novo.
Um lojista aqui de Floripa disse que ele não ia ganhar mais nada por causa da bike.
Tá aí...campeão do CRI do Tirreno Adriático.
Mr. Fabian Cancellara continua o ciclista a ser batido no atual cenário. Sábado agora teremos a Milan San Remo e provavelmente ele será escalado...vai dar trabalho. Paris Roubaix no mês que vem acho que ele vai levar...quem viver verá.
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quarta-feira, 16 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Emil Zatopek
Quem nunca ouviu falar do checo voador, o Emil Zatopek. Ele chegou a ganhar numa mesma olimpíada os 5000, 1000 e a maratona. Aqui deixo um vídeo como pequena homenagem a esse grande esportista. Vale a pena conferir.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Luc Van Lierde volta à cena...deve ter acabado o dinheiro 2
Quem tiver curiosidade e saco para pesquisar entrem no site do Luc Van Lierde que tem notícias e informações em holandês e inglês (podem ter certeza que a parte em inglês é mínima e se quiserem entender alguma coisa tem que ser na base do google translator mesmo).
O cara é simplesmente o recordista do Ironman com o incrível tempo de 07:50.
O Roberto Lemos que me deu a melhor definição que já ouvi sobre o Luc Van Lierde "é um motor de Ferrari dentro de um chassi de fusca".
Em termos de capacidade fisiológica acho que nem Mark Allen, nem Chris McCormack ou um Greg Welch da vida se comparavam com o Luc. O cara era uma cavalo mesmo. Infelizmente teve uma carreira curta em virtude de problemas psicológicos e contusões.
Dá saudade da época em que ele competia. Realmente o triathlon mundial não produziu nenhum talento comparável ao Luc nos últimos 15 anos na distância do Ironman. Correr com ele era perder na certa.
Pois é, mas, como todo triatleta sabe, o esporte não dá muito dinheiro e se o cara não tem uma carreira longa e com bons patrocinadores o $$$$ acaba rápido.
Foi isso que deve ter acontecido com ele. Agora ele começou a fazer training camps, dar treinos online...enfim...a grana acabou.
O cara é simplesmente o recordista do Ironman com o incrível tempo de 07:50.
O Roberto Lemos que me deu a melhor definição que já ouvi sobre o Luc Van Lierde "é um motor de Ferrari dentro de um chassi de fusca".
Em termos de capacidade fisiológica acho que nem Mark Allen, nem Chris McCormack ou um Greg Welch da vida se comparavam com o Luc. O cara era uma cavalo mesmo. Infelizmente teve uma carreira curta em virtude de problemas psicológicos e contusões.
Dá saudade da época em que ele competia. Realmente o triathlon mundial não produziu nenhum talento comparável ao Luc nos últimos 15 anos na distância do Ironman. Correr com ele era perder na certa.
Pois é, mas, como todo triatleta sabe, o esporte não dá muito dinheiro e se o cara não tem uma carreira longa e com bons patrocinadores o $$$$ acaba rápido.
Foi isso que deve ter acontecido com ele. Agora ele começou a fazer training camps, dar treinos online...enfim...a grana acabou.
Luc Van Lierde volta à cena...deve ter acabado o dinheiro 1
Pra quem não conhece a fera segue uma tradução meia boca da biografia dele feita pelo google translator.
Luc Van Lierde nasceu em Bruges, a 14 de abril de 1969. A carreira internacional de Luc Van Lierde começa em 1990. Ele se torna o quarto lugar no Campeonato do Mundo de triatlo. No triatlo completo, assim 4 km de natação, 180 km de ciclismo e 42,2 km de corrida, ele termina entre 1990 e 1995, três vezes nos dez primeiros do Campeonato da Europa. No ano passado, aliás, é o ano imediatamente anterior à confirmação de Luc Van Lierde, em 1995, ambos vice-campeão mundial no triatlo completo como vice-campeão europeu no triatlo. Em 1996, ele raspou alturas. Ele é campeão europeu, vice-campeão mundial de triathlon, triatlo ganha três quartos de Nice e é vice-campeão do mundo no triatlo completo. A cereja no topo do bolo é a vitória - a primeira europeus, nota! - No mais prestigiada, a mãe de todas triathlon, o Ironman no Havaí. Luc Van Lierde vitórias, melhorando também o recorde de corrida por três minutos. Em 1997 ele se tornou triathlon mundial desde 1997 eo tempo recorde para o machado. Por operação padrão deve dar o Ironman 1997. Ainda assim, ele seqüestra o troféu de esportista belga do ano de distância. Em 1999, ele voltou a vencer o Ironman no Havaí. Seu mais próximo perseguidor deve desistir de quase seis minutos. Naquele mesmo ano ele recebeu o troféu gigante Flamengo, concedido pelos serviços de Western Ontario e da Associação de Jornalistas Profissionais. Em 2000, Luc Van Lierde relutantes em participar dos Jogos Olímpicos de Sydney, onde apenas triathlon no programa. Ele decide dizer a concentrar totalmente no Ironman do Havaí. Mas a noite antes da corrida algo estalou dentro: Luc Van Lierde não aparece no início, e já está a caminho de casa. Moral totalmente exausto decidiu Luc Van Lierde outros aspectos de sua carreira como patrocínio esportivo no futuro, ser confiada a uma agência especializada para que ele possa se concentrar no treinamento e competição. Luc Van Lierde por vários anos duros, com um regresso ao mais alto nível, mas seu corpo propenso lesão regularmente lança obstruir os trabalhos. O tempo de treinamento perdida é difícil de ganhar, mas os lugares de honra nas maiores competições internacionais continuam a seguir uns aos outros. Em 2007, Luc um lugar honroso oitavo no Ironman do Havaí e recebeu - além de inúmeros lugares de honra - no segundo trimestre de Bruges, Antuérpia e Half Ironman. Em abril de 2009, Luc 40 anos, mas depois de um inverno sem acidentes é excelente e ele é mais do que nunca na cúpula internacional. Mesmo o seu treinador, Paul Vandenbosch, ficou impressionado com seu nível de condicionamento físico crescente. Excelente estado, ele tem demonstrado na Primavera, com uma vitória retumbante no vulcão de Lanzarote Triathlon e Half Ironman de Viena (Áustria). Luc ainda é a melhor triatleta belga que nunca, com os picos absoluto em sua carreira rica, duas vitórias no Havaí, o registro do curso (ainda actual), no Havaí e no mundo não oficial ou o mais rápido do triathlon sempre (Roth).
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Murilo Fischer ganha etapa da Prova de Mallorca
Ah muleque !!! O catarinense de Brusque Murilo Fischer ganhou a última etapa da Prova Ciclística de Mallorca. Até que o triathlon brasileiro não está mal no cenário internacional, mas o ciclismo brazuca... pelo amor de deus. O acalento para os nossos ânimos é que o campeão brasileiro de ciclismo de estrada acabou de ganhar uma prova nível Pro Tour na Europa e isso não é pouca coisa não viu !!! Destaque também para o time Garmin Cervelo que o Murilo participa. Equipe bem organizada dos Estados Unidos que vai papar muita prova bala esse ano.
Valeu Murilão !!!!
Valeu Murilão !!!!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Rivaldo Martins 2
Tá aí um cara que eu gosto de graça.
Como tinha mencionado em postagem anterior, tive o privilégio de treinar com 3 campeões mundiais e com eles aprendi muito.
Um é o Roberto Lemos, meu atual técnico, que foi campeão mundial de Ironman. O segundo foi o Alexandre Manzan, vice campeão mundial de triatlon olímpico ITU e o último é o Rivaldo Martins que foi campeão e recordista mundial de todas as distâncias do triathlon na categoria dele.
Me lembro do dia que saímos eu Rivaldo e o Davi Lobato para pedalar na área alfa em Brasília e o pneu de algúem (não me lembro que agora) furou. Paramos e antes mesmo de tirar o pneu da bike o Rivaldo estava com 75 batimentos. Nunca vi um cara ter uma recuperação cardíaca tão rápida.
O Rivaldo morava perto de casa e quase todas as terças e quintas nós saíamos do Eixão Sul para o treino com o pelotão. Bons tempos aqueles. Tinha dias que o pelote contava com mais de 50 ciclistas. Fugas e sprints nas subidas eram normais e davam aquela "apimentada" nos treinos.
Enfim, no esporte como na vida temos que ter uma boa base para que as coisas deem certo.
Eu tive bons "professores" e, com certeza, o Rivaldo foi um deles.
Abração a todos !!!
Como tinha mencionado em postagem anterior, tive o privilégio de treinar com 3 campeões mundiais e com eles aprendi muito.
Um é o Roberto Lemos, meu atual técnico, que foi campeão mundial de Ironman. O segundo foi o Alexandre Manzan, vice campeão mundial de triatlon olímpico ITU e o último é o Rivaldo Martins que foi campeão e recordista mundial de todas as distâncias do triathlon na categoria dele.
Me lembro do dia que saímos eu Rivaldo e o Davi Lobato para pedalar na área alfa em Brasília e o pneu de algúem (não me lembro que agora) furou. Paramos e antes mesmo de tirar o pneu da bike o Rivaldo estava com 75 batimentos. Nunca vi um cara ter uma recuperação cardíaca tão rápida.
O Rivaldo morava perto de casa e quase todas as terças e quintas nós saíamos do Eixão Sul para o treino com o pelotão. Bons tempos aqueles. Tinha dias que o pelote contava com mais de 50 ciclistas. Fugas e sprints nas subidas eram normais e davam aquela "apimentada" nos treinos.
Enfim, no esporte como na vida temos que ter uma boa base para que as coisas deem certo.
Eu tive bons "professores" e, com certeza, o Rivaldo foi um deles.
Abração a todos !!!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Rivaldo Martins 1 (Histórico)
Determinação de FerroAos 12 anos, fui campeão brasileiro de natação. Pedalava desde a adolescência. Corria sempre que podia. Em 1984, quando assisti à primeira prova de triatlo realizada em Brasília, onde eu morava, me identifiquei imediatamente com a modalidade. Comecei a treinar no dia seguinte. Cinco meses depois, completei meu primeiro triatlo.
Dois anos mais tarde, estava no 5º (?) lugar do ranking brasileiro. Um dia, assistindo a um vídeo de Iron Man, fiquei impressionado com a corrida e, principalmente, com Pat Griskus, o primeiro homem a terminar os 3,6 quilômetros de natação, 180 quilômetros de ciclismo e 42 quilômetros de corrida de um Iron Man com uma perna mecânica. Na hora, telefonei para meu técnico para combinarmos o treinamento para que eu pudesse correr o Iron Man no ano seguinte. Infelizmente, esse treinamento teve de ser adiado. Alguns dias depois de ver o filme, sofri um acidente de carro e perdi a metade inferior de minha perna esquerda.
Em vez de desistir, resolvi me reerguer e seguir adiante. Pat Griskus não saía de minha cabeça; se ele conseguia competir com uma prótese, eu também poderia. Dois dias depois de sair do hospital, eu já dava umas braçadinhas na piscina. Passados três meses, já usava minha primeira prótese - que mal deixava que eu me locomovesse. Com a ajuda de amigos, rifa de carro, competições de natação para arrecadar dinheiro, entre outras iniciativas, consegui uma prótese melhor, que me possibilitava andar bem e dar minhas primeiras pedaladas.
Dois anos depois já com minha terceira prótese (dessa vez uma peça de titânio e fibra de carbono, especial para atividades físicas) participei de meu primeiro triatlo pós-acidente. Foi um short triatlon em Brasília, eu me lembro de tudo como se fosse ontem. A chegada foi incrível, muitas lágrimas.
Em 6 de outubro de 2001, exatos 15 anos após o acidente em que perdi a perna, terminei meu primeiro Iron Man do Havaí. Eu já havia, após o acidente, concluído algumas etapas seletivas do Iron Man - minha prova preferida no triatlo, mas essa foi a primeira vez em que participei da final mundial.
Em 2002, após algumas competições bem sucedidas nas distâncias olímpicas - 15 quilômetros de natação, 40 quilômetros de ciclismo, 10 quilômetros de corrida - fui atropelado durante um treinamento de ciclismo, quando faltavam apenas dez dias para o Iron Man de Florianópolis. Fiquei de fora de todas as provas de Iron Man que havia programado para o ano passado: Florianópolis, Alemanha e Havaí. Foram dois meses longe dos treinos e das competições até me recuperar. Após esse período, voltei com muita disposição e consegui os primeiros lugares em minha categoria no Brasileiro de Triathlon, na Meia-Maratona do Rio de Janeiro, no Pan-Americano de Triathlon, Maratona de Nova York (minha primeira maratona) e no Mundial de Triathlon (quando conquistei o tetracampeonato).
Muito mais do que a conquista de títulos, o que me deixa orgulhoso é saber que, como Pat Griskus foi um exemplo para mim, hoje eu sou um exemplo para muitos esportistas e paradesportistas. Não importa qual é sua deficiência física nem se você já nasceu com ela ou a teve por um acidente, como é meu caso. Hoje em dia existem esportes para todas as deficiências, é só ter força de vontade. No esporte, você vê que seus limites são amplos, as vezes até mais amplos do que quando você não era deficiente e ficava em casa vendo TV. Nosso paradesporto melhorou muito. Até a Paraolimpíada de Barcelona, os atletas eram convocados um mês antes da competição. Cada um tentava dar o melhor de si e qualquer resultado que viesse era lucro. Nos últimos anos, estamos vendo um trabalho muito mais sério e profissional. Exemplo disso são os atletas selecionados para Atenas 2004 que, com um apoio considerável para todos os seus preparativos - bolsa-atleta, exames periódicos com fisiologistas e técnicos de competições internacionais chegaram à Grécia para fazer do Brasil Paraolímpico uma das grandes potências mundiais.
Com o apoio do CPB, a comitiva brasileira voltou de Atenas com um enorme acervo de medalhas e com a consolidação de ser uma das forças emergentes do mundo paraolímpico.
Em 2005 estabeleci como foco principal as provas de Ironman com o objetivo não só de obter boas classificações, mas fundamentalmente para partir em busca de um novo recorde nessa prova.
Como acontece todos os anos em fevevereiro alcancei uma excelente performance no Triatlon Internacional de Santos e, em seguida, parti para o meu foco iniciando os treinamentos para o Ironman Brasil.
Como parte do treinamento participei em março do Triathlon Long Distance de Ubatuba alcançando um ótimo tempo de 4 horas e 37 minutos que me levou à vitória no age group.
Em maio foi a vez do esperado Ironman Brasil em Florianópolis. Sem dúvida meu melhor momento em termos de preparação física e psicológica para um Ironman. Era a minha chance de chegar não apenas a uma boa classificação, mas acima de tudo quebrar o meu próprio record mundial que já perdurava por quatro anos.
As condições climáticas adversas, o forte e inesperado vento me deixaram a seis minutos do recorde, mas muito feliz com a minha classificação. Primeiro lugar no age group e no 56º lugar dentre os 1200 participantes. Foi a minha melhor classificação da minha carreira nesta modalidade.
Florianópolis apenas adiou meu sonho. Ele se fez realidade, na Alemanha cinco semanas depois. Foi no Ironman de Roth, no mesmo cenário do antigo recorde: baixei o tempo de 10h10m para 9h57m – Uma diferença de treze minutos e mais um sonho realizado - quebrar as 10 horas.
Hoje dedico cada momento de 2006 à missão de projetar o esporte paraolímpico nas escolas de todo país como parte do programa Paraolímpicos do Futuro, tarefa que me compete como Coordenador de Suporte Técnico do Comitê Paraolímpico Brasileiro. Esse tempo reparto também ao meu constante aprimoramento como atleta, sempre em busca de melhores resultados.
Toda vez que eu consiga vencer a mim mesmo, o esporte será o vencedor.
Fonte: site http://www.rivaldomartins.com.br/
Dois anos mais tarde, estava no 5º (?) lugar do ranking brasileiro. Um dia, assistindo a um vídeo de Iron Man, fiquei impressionado com a corrida e, principalmente, com Pat Griskus, o primeiro homem a terminar os 3,6 quilômetros de natação, 180 quilômetros de ciclismo e 42 quilômetros de corrida de um Iron Man com uma perna mecânica. Na hora, telefonei para meu técnico para combinarmos o treinamento para que eu pudesse correr o Iron Man no ano seguinte. Infelizmente, esse treinamento teve de ser adiado. Alguns dias depois de ver o filme, sofri um acidente de carro e perdi a metade inferior de minha perna esquerda.
Em vez de desistir, resolvi me reerguer e seguir adiante. Pat Griskus não saía de minha cabeça; se ele conseguia competir com uma prótese, eu também poderia. Dois dias depois de sair do hospital, eu já dava umas braçadinhas na piscina. Passados três meses, já usava minha primeira prótese - que mal deixava que eu me locomovesse. Com a ajuda de amigos, rifa de carro, competições de natação para arrecadar dinheiro, entre outras iniciativas, consegui uma prótese melhor, que me possibilitava andar bem e dar minhas primeiras pedaladas.
Dois anos depois já com minha terceira prótese (dessa vez uma peça de titânio e fibra de carbono, especial para atividades físicas) participei de meu primeiro triatlo pós-acidente. Foi um short triatlon em Brasília, eu me lembro de tudo como se fosse ontem. A chegada foi incrível, muitas lágrimas.
Em 6 de outubro de 2001, exatos 15 anos após o acidente em que perdi a perna, terminei meu primeiro Iron Man do Havaí. Eu já havia, após o acidente, concluído algumas etapas seletivas do Iron Man - minha prova preferida no triatlo, mas essa foi a primeira vez em que participei da final mundial.
Em 2002, após algumas competições bem sucedidas nas distâncias olímpicas - 15 quilômetros de natação, 40 quilômetros de ciclismo, 10 quilômetros de corrida - fui atropelado durante um treinamento de ciclismo, quando faltavam apenas dez dias para o Iron Man de Florianópolis. Fiquei de fora de todas as provas de Iron Man que havia programado para o ano passado: Florianópolis, Alemanha e Havaí. Foram dois meses longe dos treinos e das competições até me recuperar. Após esse período, voltei com muita disposição e consegui os primeiros lugares em minha categoria no Brasileiro de Triathlon, na Meia-Maratona do Rio de Janeiro, no Pan-Americano de Triathlon, Maratona de Nova York (minha primeira maratona) e no Mundial de Triathlon (quando conquistei o tetracampeonato).
Muito mais do que a conquista de títulos, o que me deixa orgulhoso é saber que, como Pat Griskus foi um exemplo para mim, hoje eu sou um exemplo para muitos esportistas e paradesportistas. Não importa qual é sua deficiência física nem se você já nasceu com ela ou a teve por um acidente, como é meu caso. Hoje em dia existem esportes para todas as deficiências, é só ter força de vontade. No esporte, você vê que seus limites são amplos, as vezes até mais amplos do que quando você não era deficiente e ficava em casa vendo TV. Nosso paradesporto melhorou muito. Até a Paraolimpíada de Barcelona, os atletas eram convocados um mês antes da competição. Cada um tentava dar o melhor de si e qualquer resultado que viesse era lucro. Nos últimos anos, estamos vendo um trabalho muito mais sério e profissional. Exemplo disso são os atletas selecionados para Atenas 2004 que, com um apoio considerável para todos os seus preparativos - bolsa-atleta, exames periódicos com fisiologistas e técnicos de competições internacionais chegaram à Grécia para fazer do Brasil Paraolímpico uma das grandes potências mundiais.
Com o apoio do CPB, a comitiva brasileira voltou de Atenas com um enorme acervo de medalhas e com a consolidação de ser uma das forças emergentes do mundo paraolímpico.
Em 2005 estabeleci como foco principal as provas de Ironman com o objetivo não só de obter boas classificações, mas fundamentalmente para partir em busca de um novo recorde nessa prova.
Como acontece todos os anos em fevevereiro alcancei uma excelente performance no Triatlon Internacional de Santos e, em seguida, parti para o meu foco iniciando os treinamentos para o Ironman Brasil.
Como parte do treinamento participei em março do Triathlon Long Distance de Ubatuba alcançando um ótimo tempo de 4 horas e 37 minutos que me levou à vitória no age group.
Em maio foi a vez do esperado Ironman Brasil em Florianópolis. Sem dúvida meu melhor momento em termos de preparação física e psicológica para um Ironman. Era a minha chance de chegar não apenas a uma boa classificação, mas acima de tudo quebrar o meu próprio record mundial que já perdurava por quatro anos.
As condições climáticas adversas, o forte e inesperado vento me deixaram a seis minutos do recorde, mas muito feliz com a minha classificação. Primeiro lugar no age group e no 56º lugar dentre os 1200 participantes. Foi a minha melhor classificação da minha carreira nesta modalidade.
Florianópolis apenas adiou meu sonho. Ele se fez realidade, na Alemanha cinco semanas depois. Foi no Ironman de Roth, no mesmo cenário do antigo recorde: baixei o tempo de 10h10m para 9h57m – Uma diferença de treze minutos e mais um sonho realizado - quebrar as 10 horas.
Hoje dedico cada momento de 2006 à missão de projetar o esporte paraolímpico nas escolas de todo país como parte do programa Paraolímpicos do Futuro, tarefa que me compete como Coordenador de Suporte Técnico do Comitê Paraolímpico Brasileiro. Esse tempo reparto também ao meu constante aprimoramento como atleta, sempre em busca de melhores resultados.
Toda vez que eu consiga vencer a mim mesmo, o esporte será o vencedor.
Fonte: site http://www.rivaldomartins.com.br/
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Peter Robertson anuncia sua aposentadoria
Esse cara foi quem botou água no chopp do Chris McCormick. Ganhou a vaga para as Olimpíadas de Sydney e não quis "trabalhar" pra ningúem do time australiano, ou seja, não aceitou o jogo de equipe. Daí em diante o Macca abandounou o triathlon olímpico e foi correr 70.3 e Ironman nos USA.
Resultado: a Austrália não levou nem uma medalha no masculino na Olimpíada de estréia do triathlon.
Adepto de treinos com pouco volume e uma intesidade alucinante esse cara, como o Spencer Smith realmente não "economizava" nada no momento da competição. Eles davam tudo do começo ao fim das provas.
Pena que nos últimos anos ele já não vinha tendo bons resultados.
Segue abaixo uma pequena biografia:
Peter Robertson (AUS) biografia:Nascido em 1976, era o caçula de uma família com quatro irmãos, Robertson cresceu em Melbourne, Victoria. Ele começou no esporte em 1992 e logo passou à frente na competitiva cena do triathlon australiano. Campeão do mundo três vezes, em 2001, Edmonton, no Canadá, em 2003 Queenstown, Nova Zelândia, e em 2005 Gamagori, Japão. Terminou em 34o. lugar em 2000 Jogos Olímpicos de Sydney, Robertson também competiu nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 e terminou em 24o. Ele também ganhou uma medalha de bronze nos Jogos da Commonwealth 2006 em Melbourne.
Resultado: a Austrália não levou nem uma medalha no masculino na Olimpíada de estréia do triathlon.
Adepto de treinos com pouco volume e uma intesidade alucinante esse cara, como o Spencer Smith realmente não "economizava" nada no momento da competição. Eles davam tudo do começo ao fim das provas.
Pena que nos últimos anos ele já não vinha tendo bons resultados.
Segue abaixo uma pequena biografia:
Peter Robertson (AUS) biografia:Nascido em 1976, era o caçula de uma família com quatro irmãos, Robertson cresceu em Melbourne, Victoria. Ele começou no esporte em 1992 e logo passou à frente na competitiva cena do triathlon australiano. Campeão do mundo três vezes, em 2001, Edmonton, no Canadá, em 2003 Queenstown, Nova Zelândia, e em 2005 Gamagori, Japão. Terminou em 34o. lugar em 2000 Jogos Olímpicos de Sydney, Robertson também competiu nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 e terminou em 24o. Ele também ganhou uma medalha de bronze nos Jogos da Commonwealth 2006 em Melbourne.
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